domingo, 12 de outubro de 2008

Voltou

Talvez eu tenha cometido o maior erro da minha vida, mas pela primeira vez eu estou realmente feliz por isso.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Era ELA, hoje sou EU

Depois de um bom tempo eu superei um dos meus maiores medos, abri um antigo texto que havia escrito na terceira pessoa do singular e fiz todas as alterações necessárias para ele estar na primeira.
Foi difícil, porém agora eu tenho coragem para falar de mim mesma:
Eu sou quem comete erros, quem chora escondida e mesmo assim estou sempre com um sorriso no rosto. Eu tenho muitos amigos, cuido de cada um como se fosse o único; não conheço meus inimigos, pois os trato como se fossem nada. Tenho uma porção de sonhos, algumas histórias engraçadas, um pouco de fatos tristes, uma pilha de momentos alegres e milhares de segredos, tão grandes que ninguém nunca saberá de tudo. Eu sou simpática, sei dançar e adoro cantar. Tenho olhares misteriosos e desejos secretos. Eu sei viver e não tenho medo de me apaixonar, conheço o sofrimento e o amor e acredito que esses opostos são uma coisa só! Eu guardo todos os elogios e esqueço as magoas, sei perdoar e confiar. Já ouvi muitas criticas, fui acusada por coisas que não fiz, resolvi problemas que nem eram meus e me dei mal. Porém eu também sempre tive quem me apoiou, quem me ajudou, quem fez de tudo para me ver feliz e até quem disse que me amava. Eu fui enganada, colocada em becos sem saídas. Entretanto escapei de todos eles. Eu conheci bem o que significa saudade, o gosto salgado das lágrimas, a derrota, a espera de notícias dentro de um hospital e o que é estar diante de um caixão. Eu amo minha família e entendo que são fundamentais. Eu viajo, eu estudo e ainda tenho tempo para hobbies. Estou sempre preocupada com a balança e com a moda. Eu exponho os sentimentos e nunca falo da boca pra fora. Eu acho errada a política, preocupo-me com o meio ambiente e acredito em Deus. Eu cometi pecados e fiz boas ações. Eu me iludi e me envolvi, cometi o mesmo erro mil vezes e em matéria de amor, não aprendo nunca, mas o problema é que eu insisto em dizer que amor de verdade só existe um, perde o brilho, mas nunca se apaga. Eu sou real. Eu vivo contos de fadas e volto à realidade quando preciso. Eu não me arrependo do que fiz. Eu provei do bom, e não se contenta com o mais ou menos. Eu ainda não encontrei o caminho da felicidade, mas aprendi que buscar a felicidade é o caminho. Eu ainda tento ser perfeita, ou pelo menos a pessoa mais perfeita para alguém...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Olhando para trás

Eu já subi no ponto mais alto do sofá da sala para voar, levei um tombo e descobri que não tinha asas escondidas embaixo da pele.
Por que só agora tudo faz sentido?

Mesma cena

O filme continua igual
o elenco mudou,
exceto a personagem principal
que ainda é a diretora geral.

"A cena repete, a cena se inverte"

Viver diferente, indiferente

Eu escolhi ser assim exatamente essa coisinha que chora de amor e sorri para estranhos; verdades machucam por isso eu invento a minha vida. Ela inteirinha é um teatro criado pelas minhas ilusões, como uma idéia que existe na cabeça, que fica subentendida. Uns dizem que isso é uma fraqueza, pode até ser, que seja então. Só que a alegria que isso me traz... Faz-me sonhar. E esse sonho, se não acontecer, ninguém precisa saber. Eu continuo sobrevivendo. Então o que eu ganho e o que eu perco são apenas meus segredos. Minha vida segue abstrata, totalmente fora da realidade. (Sometimes)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Mistério

Quem quebrou meu coração enquanto eu dormia?

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Cegonha

Confetes enfeitavam a mesa de jantar, o cheiro delicado dos perfumes mamãe e bebê se espalhavam pelo ar juntamente com o som doce do piano encostado em um canto qualquer. Era linda a forma como tudo cabia perfeitamente em seus devidos lugares, confesso que cheguei a pensar que era um daqueles planejamentos de casinha de boneca para comerciais de TV. Mas não, era o amor que não cabia em si e transbordava pelos corações daqueles que chegavam com lindos presentinhos para um anjinho. Traços desenhados exatamente como a beleza exige, pequenino na sua forma de ser e grande no seu modo de agir. Qualquer seguradinha no dedo de um gigante já era motivo de lágrimas nos olhos deste. E quando ele bocejava então, um coral dizia: "óóó, que gracinha". Juro que era mesmo uma graça. O papai orgulhoso "é um meninão de três kilos e meio" e a mamãe dengosa insistia "ele olha tudo ao seu redor, já conhece cada um de vocês". Realmente ele olhava curioso a cada ruído estranho. Eu tinha vontade de arrancar ele do bercinho e levar para a minha casa. Na saída veio mais uma ótima novidade, a lembrancinha era um pão de mel de chocolate. Adoro essa modernidade.