
Esses dias uma inflamação me encontrou! Maldita, justo eu que estava tão quietinha, escondida do frio e sem fazer mal a ninguém... Mesmo assim, 'páá', lá estava ela tomando posse do meu sistema imunológico, atacando aos poucos, sem piedade, tirando de mim o prazer de comer e trazendo a dor! E que dor.
Sou forte, fui resistindo... Só que, então, tudo desaba. Ela me trouxe também a vontade de gritar o que sempre me curava: MÃE. Meu eco e de resposta um vazio. Tentei outro remédio que também funcionava: PAI. E, mais uma vez, nada! E agora? O que fazer? A quem recorrer? É, eu estava mesmo sozinha. Eu teria que 'me virar'. Porém antes da coragem de sair dos meus endredons, veio a nostalgia, nostalgia, a nostalgia veio! Lágrimas, suspiros, mais dor e então aconteceu pela segunda vez em menos de um mês: uma vontade de desistir! É, sei lá, de arrumar minhas malas, pegar o primeiro ônibus e 'voltar para casa', e ficar!
Agora entendo o que são as mudanças, um dia o que era festa acaba, a rotina chega, a saudade aumenta... E lateja, lateja, lateja...
Sinto-me como um pássaro que aprendeu a voar, foi conhecer o mundo que ele tanto idealizava, e um belo dia quebrou as asas, tentou procurar seu ninho e quando chegou bem perto dele, pensou 'será que estou grande demais para caber ai?'... e completou 'mas ainda sou tão pequeno para o mundo'.
... e que mundo!
Um comentário:
E eu que não queria cair nessas dores vulgares
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