segunda-feira, 30 de junho de 2008

Odeio amar

Meu único erro foi ter te conhecido. Agora tire esse seu sorriso do caminho porque eu estou passando com a minha dor!
Quando o sonho vai acabar?

"I hate the way you're always rightI hate it when you lieI hate it when you make me laugheven worse when you make me cryI hate it when you're not around and the fact you didn't call, but mostly I hate the way I don't hate you, not even close, not even a little bit, not even at all "

domingo, 29 de junho de 2008

Descobertas

Ontem, na porta de um pronto socorro, eu perguntei o que é a vida.
Curiosamente, ninguém soube me explicar.
E então, diante de tanto, eu vi o quão estúpidos são os meus problemas.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Despedidas

Dois abraços silenciosos, olhos fechados tentando desfarçar a dor, sorriso aberto de quem gosta... Assim foi a despedida.
Sem confetes, nem lágrimas. Apenas um até logo sofrido que não entende quanto tempo demorará um mês para passar. Duas criaturas abrindo suas asas, querendo voar, testando a liberdade, a coragem, os limites. Uma aventura inédita. Um filme da sessão da tarde que eu não quero ver reprise, o qual eu espero não haver erros de gravações, o filme que eu assistirei do começo ao fim sem nenhuma piscada, aquele que eu decorarei todas as críticas e presenciarei a entrega do oscar!
Meus amigos, quem diria, ontem sentados no pátido da escola com uma lancheira de super herói; hoje, os meus heróis.
Amigos que marcaram minha vida em vários momentos, que disseram palavras que tocaram a alma, que deram-me alicerces para eu chegar as estrelas, amigos que deixaram um pedacinho deles em mim.
Misteriosa forma de cruzar vidas e seguir cada um o seu caminho, só que de um jeito diferente, porque eles fizeram a diferença.
Se sentirei saudades? Está explícito!

Desejo mesmo é que vão "and enjoy the life"! Entretanto o que eu realmente quero é que voltem, pois o meu abraço será os seus lugares.
Adoro ter vocês perto de mim e não estou gostando nada desse ensaio maluco de adeus.
Malas prontas, passagens na mão e bem vindo inverno, você chegou!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Humorístas

Vai me conta uma piada, faça uma mímica, dance engraçado, faça cócegas, caretas, dê um beliscão, invente uma rima, me derrube na lama, me surpreenda... Para arrancar uma boa gargalhada vale tudo! E afinal qual outra graça teria a vida se não fosse rir dela mesma?
Todos tentam se divertir, mas quem realmente consegue encontrar a diversão? Que atire o primeiro riso quem nunca fez alguém gargalhar, quem nunca contou uma piada, quem nunca sentiu cosquinhas, quem nunca usou uma roupa engraçada e tornou-se a piada.
Ser humorista é profissão ou hobby? É certo ganhar dinheiro por despertar nos homens vontade de rir?
Sei que é engraçado e até confesso que eu já paguei para alguém me fazer rir. Porém nem precisava, cruzo todos os dias com verdadeiros palhaços que não cnseguem nem contar uma tragédia sem humor.
São colegas de classe que fazem do uniforme um nariz vermelho, professores que fazem caretas nas aulas de história, falam besteiras nas de literatura e cenas pornográficas nas de física... no almoço, meu irmão me diverte com sua malícia, minha mãe com suas brincadeiras, meu pai com sua ironia e até minha cachorra com suas gracinhas... Ah, quantos palhaços na minha vida!
Pessoas que assim como o ar, me parecem vitais!
Meus humorístas prediletos...

Sem essas gargalhas de todo dia, não resistiria as lágrimas de toda noite.

domingo, 22 de junho de 2008

Brás Cubas

"Sofremos, porque somos egoístas, vaidosos, porque sonhamos além da conta, porque a sociedade é mal estruturada, porque os homens se exploram mutuamente, ou porque somos errados por princípio. Tais críticas parecem apontar as causas da dor humana. Mas, como são várias, não podemos ter certeza de nenhuma em particular. Por isso, em relação a elas, devemos sempre utilizar uma certa desconfiança, uma dúvida metódica. Para Brás Cubas, as certezas absolutas são tolas. E como é sempre esse o caso de que ele trata, nada de estranhar um certo clima de humor" (Por trás das letras)
"Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico com saudosa lembrança estas Memórias Póstumas.
...
Somadas umas cousas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e conseguintemente que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas:
– Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria"
(Machado de Assis)
Este é um dos meus livros preferidos, talvez por mostrar que não existem pessoas felizes, apenas felizardos; esse tom pessimista me faz sentir bem. Será que isso é possível? Sou estranha, quando vejo alguém com problemas maiores que os meus, me satisfaço.

sexta-feira, 20 de junho de 2008



Eu aprendi

o quão importante é dar um sorriso

quando a vontade é derramar uma lágrima.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Artes imperfeitas

Eu já derrubei sorvete de uva na camiseta branca que tinha acabado de ganhar; já tentei ajudar a mamãe a limpar a casa e passei pano molhado na televisão; já fiz uma surpresa pro papai e rasguei todos os papéis que sempre faziam ele ficar bravo; já escondi os óculos do vovô para ver se ele sabia brincar de esconde-esconde; já enterrei o meu irmãozinho na areia; já tentei mudar a cor da sala de jantar com as minhas tintas guache; já espalhei as linhas de costura da vovó só para deixar a casa dela mais colorida; já joguei água no cabelo da titia quando ela tinha acabado de chegar do salão de beleza; já fiz um desenho de flor na lição de casa do meu primo; já guardei o telefone na geladeira quando estava calor e por pouco não coloquei o cachorrinho da vizinha no microondas quando ele tomou chuva...
Bolei todos esse planos sozinha, e muitos outros também, achava que assim que os adultos descobrissem que era eu a responsável por essas boas ações, eu ganharia um presente. Porém não era assim, eu não entendia o porquê que no lugar de um sorriso eu levava broncas. Uns falavam que eu era arteira, outras insistiam que era só uma fase, tinha também os que me achavam uma gracinha e quantas vezes não fui confundida com o pestinha. Todos estavam errados: eu era criança e só!
Os adultos nunca entendem e chamam tudo de arte!
As crianças sempre tentam explicar e chamam tudo de felicidade!
Só que os adultos nunca escutam as crianças, estas acham cansativo demais ter que explicar toda vez e acabam fazendo bico...
A verdade é que só as crianças sabem ser felizes e eu até poderia dar a receita dessa felicidade (porque não faço mais bico), mas infelizmente já cresci e agora eu também não ouço as crianças.
(...)