quarta-feira, 9 de junho de 2010

Política sob um olhar filosófico

Hoje de manhã escrevi um artigo científico na minha prova de filosofia jurídica, achei o tema tão interessante que vale a pena tentar reproduzí-lo aqui, afinal, esse é um assunto que interessa a todos. Espero que apreciem:

Somos um Estado Democrático de Direito, isto é, os cidadãos participam da vida política, escolhem seus representantes – que proporcionam o bem à sociedade, garantem os direitos fundamentais e visam sempre melhores condições de vida – agindo nos limites da lei. Infelizmente afirmo que isso é uma grande utopia, deveria ser assim, mas ainda não é.

Aristóteles afirmava que o problema da democracia é a demagogia, ela é a arte de conduzir o povo a uma falsa situação, os políticos propõem aquilo que não pode ser posto em prática com o intuito de obter benefícios: chegar ao poder. E é justamente o poder que dificulta a aplicação completa do princípio democrático.

A verdade é que todo mundo busca esse poder, ele gera ambição e faz com que o homem queira alcançá-lo de qualquer forma e perca os escrúpulos ao conquistá-lo, sendo capaz de tudo para não o perder. Essa simples explicação de Maquiavel nos mostra o que realmente move a política; são raros os políticos que verdadeiramente visam o bem ao próximo e não se importam com o status e aplausos.

A questão é que vivemos em uma “servidão voluntária” (Etienne de La Boetie), somos livres, mas acabamos nos submetendo aos atos desumanos, por medo, por costume e principalmente pelo fascínio (as pessoas se deslumbram diante do poder, são capazes de agir contra seus princípios quando se sentem comovidas). E, enquanto não tomarmos uma atitude para extinguir essa obediência desproporcional, continuaremos vivendo cercados de corrupção e longe da harmonia social, não podemos ser persuadidos por falsas promessas!

Em campanhas eleitorais, os candidatos utilizam o ensinamento de Maquiavel de que a política é a arte do conhecimento, eles conhecem as pessoas para as quais vão falar e sabem o que e como dizer (capacidade de antevisão). E também, os pólos da semiótica: já conquistaram o etos (credibilidade); durante o discurso atingem o patos (fragilidade, o ponto fraco do auditório) e pelo logos transmitem seus objetivos com a finalidade de conquistar os votos. Eles realizam um discurso sofista, não se preocupam com a verdade, e sim com o que as pessoas querem ouvir; Parmênides de Élea chamava isso de dóxa (dar opinião sem se importar com a veracidade), e por ela estar ligada a incontinência, acaba levando o povo à ruína.

Contudo a lição que a maioria dos políticos se esqueceu de aprender foi dada há muito tempo por Platão: o poder não deve ser exercido com paixão e agressividade, e sim com shopia (sabedoria), phronesis (prudência da ação) e dike (justiça), pois só assim se atingirá o bem comum.

Compete a nós cidadãos, encontrar a minoria que pratica esse ensinamento, afinal, escolhemos nossos representantes, devemos analisar quem realmente são e não nos deixar seduzir pelos seus discursos ilusórios. Precisamos votar com consciência, isto é, eleger os candidatos que deram provas concretas ao longo dos anos de que são fiéis aos princípios democráticos e aos clamores da população.

A utopia social democrática precisa deixar de ser sonho e se tornar realidade, esse é um processo complexo e demorado, todavia é o único caminho para atingir a nossa finalidade: o bem comum, a felicidade! Devemos colocar no poder quem já demonstrou que sabe se comportamento de maneira ética, talvez assim, o bom exemplo se alastre.

Estamos mais uma vez em ano eleitoral, e não podemos nos esquecer que nosso país tomará o rumo que daremos a ele. A decisão pertence a cada um de nós, as conseqüências são exclusivamente nossas, se a escolher for ruim, sofreremos a angustia, o desespero e o desamparo (pensamento sartreano): porque ninguém decide pelo outro e nem resolve o problema alheio.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Não é medo de morrer

Eu não tenho medo da morte, mas ela me assusta muito! Hoje, consigo encarar esse fato de morrer como algo natural, afinal todos passarão por isso, certo?! O que vai acontecer durante ou depois, sinceramente, não faço idéia, quando me convém acredito naquelas teorias que me confortam...

Na verdade, o que me assombra nela é não saber quando irá acontecer, devido a isso, surge o maior medo da minha vida: não conseguir realizar todos os meus sonhos! Sabe, eu temo ferozmente em relação a estar fazendo planos, lutando e me esforçando e não poder colher meus doces frutos.

Eu, como qualquer ser humano que ‘viaja na batatinha’, passo horas pensando se realmente vale a pena não dar uma volta no parque em um lindo dia de sol, ou sentir as ondas do mar, ao invés de ficar com o traseiro colado em uma cadeira – que nem é tão confortável assim – estudando arduamente na esperança de, quem sabe um dia, conquistar o sucesso profissional. E quanto a minha poupança? Será mesmo que virei a usar todo o dinheiro depositado nela? Não compensaria estar investindo em viagens a Paris, por exemplo?!

Sou tão pequena, diante da imensidão dos mistérios que rodeiam minha vida... Às vezes até duvido de mim mesmo. Sério, o que será que me levou a sair do interior, do colo da minha amada e amável família para morar sozinha – conhecer o amargo significado da solidão – na maior cidade do país? Esperança de um amanhã melhor. Sim, eu sei que a resposta é essa, mas e se esse amanhã não vier? Além de perdê-lo, eu perco também o meu presente.

É por isso que a morte me assusta, entenderam agora o nexo de causalidade?

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Minhas justificativas

Manter um blog no ar é uma tarefa árdua, que exige além da dedicação, o elemento criatividade! E, ultimamente, ambos estão ausentes em mim... Talvez porque eu tenha estabelecido certas prioridades na vida, e “cuidar” desse meu cantinho de desabafo foi ficando de lado, um lado distante, um quase esquecido... O outro ‘talvez’ surge de um fato positivo: tenho andado mais feliz! E qual o nexo de causalidade? Simples, minhas inspirações costumam nascer nos momentos de fragilidade, medo, solidão.

Acredito que seja muito mais fácil manifestar o que se passa no meu intimo quando me sinto a ponto de um colapso nervoso e depressivo, porque é, justamente nesse instante, que quero gritar para o mundo o quanto me sinto injustiçada. E, convenhamos que tratar de assuntos dramáticos comove muito mais o ser humano – que encontrará um conforto ao saber que não é o único que passa por fases difíceis e intermináveis.

Preciso falar de alegrias, preciso aprender a discorrer sobre a tal eterna busca pela felicidade (que, às vezes, encontramos nas esquinas e becos).

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Mundo ideal

Quem sabe um dia eu vou acordar de manhã com o canto dos pássaros, levantar e olhar pela sacada o nascer do sol iluminando todos os lugares, em seguinda, irei tomar o café da manhã com uma mesa farta e flores para decorar! Depois, uma caminhada pelo parque só para contemplar a felicidade das crianças correndo atrás de suas pipas, dos casais apaixonados e dos velhinhos saudáveis se exercitando. Quem sabe, nesse mesmo dia, quando eu ligar a televisão em qualquer noticiário, ouvirei apenas histórias de paz! E toda aquela fome, miséria, violência, tiroteio, poluição, terremotos, enchentes... que já aconteceram no mundo, estarão apenas nos livros de história, os quais todas as crianças e adolescentes têm acesso. As vezes, nesse mesmo dia, ate os irmãos passarão a se entender, os filhos a obedecer, os pais a compreender... E palavras como preconceito, racismo, assassino, estuprador, ladrão estejam só nos dicionários, se confundindo com lendas! Todos vivenciarão o amar ao próximo como a si mesmo. O poder aquisitivo de todas as famílias serão semelhantes, não faltará nada, como também não haverá nada em excesso, apenas o suficiente para se viver bem.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

É apenas a lei

Mudar é tão essencial na vida quanto o equilíbrio para a bicicleta! Ou você continua movendo, ou ela cai! Claro que as coisas nem sempre são exatamente como a gente quer, mas temos que aceitar e nos adaptar a esse mundo maluco. Disseram-me que meu pior inimigo é o mau-humor, então para que fazer cara feia?
Preciso sorrir e entender que a gravidade é igual para todos, que todo mundo, um dia, precisa lutar com suas próprias garras e alcançar os seus objetivos! Somos um bando de passarinhos que precisam voar e construir seus ninhos na próxima estação.

Metamorfose ambulante - genial essa frase! Ela traduz a vida de qualquer ser humano que está disposto a seguir! Sendo que sem saber para onde, como ou com quem! Porque todas as mudanças incluem surpresas... Como se fossem ações e reações. Somos resposáveis, completamente responsáveis pelas consequências que acontecem conosco, afinal, alguém já plantou feijão e colheu batatas?

sábado, 16 de janeiro de 2010

Lição de férias

... E de repente eu descobri que não foi apenas eu que mudei, tudo está diferente agora. As tardes já não são mais as mesmas, as conversas parecem ter adquirido um ar mais sério, mais futurista, o mundo amadureceu junto comigo, tudo foi se transformando aos poucos e eu não percebia, e quando resolvi me dar conta de tudo isso, meus sentimentos se confundiram ainda mais. Pareço uma boba se deslocando entre lembranças ou uma qualquer tentando se adaptar a nova órbita! Mas sou como todos os outros que estão tomando o rumo de seus destinos.
Talvez, isso seja até positivo. Não que a vontade de reviver todo o meu passado tenha ido embora, porém, a saudade que eu sinto, carregarei para sempre, independentemente de onde eu estarei.
Hoje eu sei, que voltar para a cidade onde eu cresci não vai trazer meu passado de volta e junto com ele a felicidade, porque as coisas também mudaram e eu nem sinto tanta falta assim de como estão agora, mas de como foram um dia...
Minha nostalgia, eu ainda levo comigo. Entretanto, sigo mais feliz porque tenho a certeza do não ao invés da angústia do talvez!
É preciso seguir em frente, porque tudo se transforma (essa é a lei). Eu sei que tenho de encontrar a felicidade no meu novo mundo, porque o antigo jamais voltará!
E quem sabe isso nem seja mais tão ruim.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Fim de Ano

Esse período entre Natal e Raveillon mexe tanto comigo, meus sentimentos ficam sensíveis e eu pareço uma bobona apaixonada, que chora por qualquer coisa... Na verdade, essa é a época mais bonita do ano, a cidade fica toda iluminada, as casas enfeitadas, as pessoas trocam presentes, fazem doações, preparam festas, recebem os familiares, todos entram em um clima de paz, amor, compaixão!
Eu sinto um imenso prazer em montar minha árvore de Natal, amarrar cada laço vermelho e dourado, substituir as estátuas por papai noel e ligar o pisca pisca! Aquela correria de fazer lista de compras para a ceia, ir ao supermercado, preparar os pratos, pensar na sobremesa, nos vinhos, no champagne e ainda colocar meu vestido, passar uma maquiagem a prova d`agua e abrir meu melhor sorriso para recepcionar os convidados! Que encantador...
E o ano termina assim, com todos esses fortes abraços e juras de amor, como se todo o carinho que faltou durante o ano fosse recompensado nessa semana natalina!
E melhor que a virada do Natal, é a virada do ano novo!
Porque eu a encaro como uma renovação de energias, hora de deixar as mágoas para trás e partir para o novo, é como se eu virasse mais uma página do livro da vida e dissesse para mim mesma: pronto, agora você tem 365 dias para ser feliz e escolher o rumo que quer dar a sua história. Essa virada do ano é meu amanhecer de sonhos, meu despertar de novas esperanças, meu presente de coragem!
Eu estava ali, na areia daquela linda praia, contemplando os fogos de artifícil, pulando as sete ondas, desejando votos sinceros para minha familia e meus amigos, agradecendo a Deus pelo ano que passou e pedindo apenas para que ele continuasse comigo no ano que chegará, quando de repente, uma luz iluminou tudo por ali, olhei para o céu, não haveria jeito melhor de começar o ano, foi o meu presente de 2010, uma lua perfeita, um sinal!
...
Feliz Ano Novo!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O poder da mente

Qual será o poder do nosso subconsciente?
Será que somos mesmo tudo aquilo que pensamos?
Será que vivemos o que desejamos?
Preciso trabalhar mais com o positivismo e acreditar que eu sou a autora da minha vida! Sobre as perguntas acima, não vou respondê-las, é melhor cada um refletir sobre as suas próprias conclusões.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Meu mundo astral

Peixes é um signo de água regido por Netuno, o deus dos mares e oceanos. Este é um signo complexo que traz em si a confusão própria da dificuldade em definir uma identidade. Imagine uma esponja que suja todo líquido que a toca. Essa é a forma que toda pessoa de peixes se relaciona com pessoas, com o mundo e a vida em geral. Ela se mistura a ponto de sentir o que os outros sentem, de se perder e se confundir com qualquer de seus interlocutores. Vive como um camaleão, mudando de roupagem todo tempo, um dia no mundo dos mortais, e no outro no fundo do oceano. Em sua maioria são pessoas passivas, amorosas, acomodadas e um pouco assustadas com o excesso de movimento do mundo moderno. Pessoas desse signo nunca julgam nem condenam ninguém, pois conseguem sentir a dor de cada ser humano que vive neste planeta. Este é um signo místico, profundamente religioso, no verdadeiro sentido da palavra. São como as águas, fluidos, adaptáveis, subjetivos e muito sutis.
As coisas mais verdadeiras que existem para as pessoas desse signo são as que estão no mundo sutil. O mundo das vibrações é o de mais fácil compreensão para esse signo. Por esse motivo encontramos muitos representantes desse signo no mundo das artes: no cinema, na televisão, na pintura, na musica e na dança. Transformar-se em um novo personagem é o que há de mais fácil para essa curiosa criatura. Peixes possui uma estranha percepção das pessoas e da vida e uma profunda sabedoria também. Nunca tem atitudes tempestivas ou impulsivas, vai primeiro observar e sentir o que está acontecendo, se for algo que o magoe, não dirá nada, sabe apenas que perdoará.
Toda pessoa de peixes é vulnerável e não consegue aprender a se proteger, pois a imposição e estabelecimento de limites é o que existe de mais difícil para nossos queridos e frágeis amigos de peixes. O que existe de melhor nesse signo é sua capacidade criativa, sua facilidade de penetrar o mundo da fantasia que existe em seu inconsciente e no inconsciente de toda humanidade.
Como podemos concluir, enfrentar a realidade não é muito a sua praia. Lidar com as coisas práticas da vida como dinheiro, casa e rotina de trabalho pode ser um grande problema. Sem sombra de dúvidas esse é o mais complexo e sensível de todos os signos do zodíaco.
Se quiser conquistar uma pessoa de Peixes, precisa entender que Peixes é um signo de amor acima de qualquer coisa. São pessoas que estão sempre amando. Se não amam uma pessoa, pode ser o Universo, Deus, ou mesmo uma causa.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Justificativa plausível

Tenho andado longe dessas linhas rabiscadas, porém é devido a uma boa causa: quando eu estou feliz, deixo de lado as inspirações que me motivam a escrever e desabafar para o mundo! O silêncio que costumava tomar conta do meu coração é substituido por uma gritaria de crianças segurando os seus balões coloridos!
É assim que tenho me sentido, depois de muitos meses presa dentro dos meus próprios pensamentos, a andorinha voltou para o seu ninho de conforto e sentimentos profundos... E agora 'não tenho tempo para mais nada, ser feliz me consome muito'.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Afeto!

-"Você é sentimental demais, leva os problemas dos outros para a sua casa e se preocupa mais com eles do que com você mesma"
Essas foram as palavras inesquecíveis que ouvi da minha psicóloga uma vez, afirmando o porque eu jamais poderia exercer a mesma profissão que ela! E ainda mais, que eu deveria aprender a me colocar em primeiro lugar!
Confesso que tenho trabalho muito nisso, e melhorei bastante em relação a resolver os meus problemas um pouquinho antes de ficar sofrendo pelo dos outros! Mas ainda sou sentimental...
Hoje, arrumei minhas coisas para sair de férias: separei as roupas sujas e todas as limpas que levarei, alguns livros, acessórios, maquiagem, enfim, tudo o que é necessário para fazer em dois meses um pouco de tudo e muito de nada!
Entre outras coisas, eu me lembrei de recolher todos os alimentos que se ficassem aqui, a data de validade iria expirar. Então, coloquei em uma sacola: arroz, feijão, macarrão, temperos, pipoca e até uns docinhos, e pedi para a faxineira do flat passar por aqui antes que terminasse o seu expediente. Quando ela chegou, humildemente, entreguei-lhe essa sacola, ela arrancou um sorriso do rosto e com um olhar sincero desejou que Deus me iluminasse, que eu e minha família tivessemos um feliz natal e um excelente ano novo, quando foi a minha vez de retribuir todos os votos, ela chorou.
Isso me abalou muito!
É como se agora ela não fosse só a senhora que limpa meu apart.
Eu fico imaginando o quanto deve ser difícil, acordar todos os dias as 4:30, pegar muitos ônibus e atravessar uma parte da maior cidade do Brasil, seja com sol ou chuva, e quando chegar no destino, ter que passar o dia todo recolhendo lixos, limpando banheiros, quartos, lavando louças; ao término da tarde, repetir o mesmo trajeto, enfrentando congestionamentos, agora em direção a sua casa - se é que é sua mesmo. E quando ela chega, o que faz? Será que tem uma família esperando por ela? Será que ainda vai limpar sua casa e preparar um jantar? Ou simplesmente se deita não vendo a vida passar? Eu sei as dificuldades que ela tem, até traída já foi, e como se não bastasse, agora tem um problema no pulmão.
Como minha psicóloga quer que eu não me envolva emocionalmente com uma história de vida dessas? Desculpe, mas não sei ser fria a esse ponto e pior, sinto-me um pouco inútil ao pensar que poderia ter feito um pouco mais. Porém, o que me consola é saber que apenas meu abraço já ajudou!


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Confraternização

Pensei muito antes de realizar a postagem de hoje, porque quando vivemos um fato inesquecível fica difícil encontrar as palavras certas para descrevê-lo! Não imaginem algo fora do comum, absurdo, ou que se diga "ual"; na verdade, para uns pode parecer uma bobeira, algo insignificante, comum, mas que, infelizmente, momentos com essa essência sincera estão excassos.
Eu sinto prazer em receber visitas, organizar a casa para que elas se sintam confortáveis e, principalmente, em cozinhar para elas... Esses encontros já me fazem bem por natureza! E ficam ainda melhores quando você sabe que é a celebração de laços de amizade que surgiram, é como se brindassemos a nós, a nossa história que está só começando!
Ainda quero que venham muitos dias como esse, onde nos encontramos, falamos besteiras, rimos a 'bessa', aprendemos novas expressões regionalistas, contamos nosso passado, compartilhamos nossas experiências de vida e, acima de tudo, nos sintimos felizes!
Tenho certeza que isso traz uma energia positiva muito grande na vida de todo mundo, são pequenos gestos de carinho que traduzem a confiança... É bom ter em que confiar; a sensação de encontrar pessoas sinceras que se identificam com você é incrível!
Quer um conselho? No meio de uma semana qualquer, realize uma reuniaozinha íntima com pessoas que você gosta de estar, que te fazer bem, e pode ter certeza que a sua semana qualquer se trasformará em um marco de felicidade!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Deixa assim como esta!

No pequeno espaço de um olhar cabem tantas coisas... As vezes nem precisamos de palavras para dizer que agora já está tudo bem!
...Eu não quero que esse sentimento vá embora. Deixa assim, subentendido no espaço do meu olhar.

domingo, 29 de novembro de 2009

Um dia de domingo

Antes, os meus domingos eram dias tão felizes, tão esperados! Eu acordava quando o sono realmente acabava, ia até a cozinha e tomava um café da manhã maravilhoso que já estava prontinho para mim; na hora do almoço, a família toda se reunia na chácara da vovó, as vezes comiamos macarrão, outras tinha churrasco, outras ainda um cardápio diversificado; a tarde, eu era totalmente livre e ligada aos meus pais, iamos a sorveteria nos dias quentes, assistiamos um filme nos dias chuvosos, ou acabavamos no clube; era de domingo, também, que meu pai se dedicava a me ensinar algo novo (foi em um desses em que eu aprendi a dirigir)! Ao pôr do sol, eu passeava com a minha cachorrinha pelo quarteirão e ainda lembro que havia aqueles que pediam o telefone dela e me arrancavam um sorriso. Depois disso, encontrava minhas amigas na praça e assistiamos à missa; ao término desta, reencontava meus pais e as noites sempre acabavam em pizza com coca-cola!
Hoje... os domingos que passo aqui são nublados, tristonhos e intermináveis. Pior ainda é quando os sábados também são domingos!

Meu refúgio é dormir para chegar logo um novo dia!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Que tal um cineminha?

A vida já me surpreendeu várias vezes com os sinais mandados por ela, e acreditam que eu ainda me espanto sempre que acho que há uma coincidência no ar!?
Hoje de manhã, vi pela televisão o trailler do filme 'Julie & Julia' e fiquei morrendo de vontade de assistí-lo, a tarde, meu primo me liga fazendo esse convite! Ok, compramos nossa pipoca, escolhemos nossas poltronas e estavamos prontos para viver um pouco a vida dos outros!
Não sou nenhuma crítica de cinema ou algo do tipo, mas aconselho, a quem tiver a chance, reservar duas horinhas do seu dia e se aventurar nessas cenas, que por sinal, são histórias reais!
A sinopse do filme é a seguinte: "Julie & Julia" intercala a vida de duas mulheres que, apesar de separadas pelo tempo e pelo espaço, estão ambas perdidas... até descobrirem que com a combinação certa de paixão, coragem e manteiga, tudo é possível.
Na verdade elas descobrem o que traz alegrias para suas rotinas. Também achei bem interessante, uma delas - a que vive nos tempos modernos - manter um blog, e seus pensamentos em relação a ele. Me identifiquei absurdamente com ela, além do fato de escrever ser minha maior e melhor maneira de expressão, eu também sou fascinada pela cozinha: adoro o cheiro de alho refogado com cebola, ou ver que misturar alguns ingredientes simples podem fazer um prato maravilhoso - lição de vida né?! Que tal misturar os ingredientes do dia a dia e ter um momento incrível como resultado?!
Mas a grande coincidência, a qual me referi no começo dessa postagem, está relacionada ao 'moral da história', não vou contar aqui como o filme termina, perderia toda a graça! Posso dizer, unicamente, que a interpretação que tive foi a seguinte: Nem sempre as pessoas são aquilo que a gente imagina que sejam, ou pelo menos o que esperamos; entretanto, isso não é fator dependente para nossa felicidade, o que conta mesmo é o pensamento que está dentro de nossos corações!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Expressão corporal

Quando eu entro naquela pista de dança, posso sentir o mesmo cheiro que sentia quando pisava na academia de jazz da minha infância - eu sei que isso deve acontecer devido aos mesmos materiais que são usados na construção do chão, das barras e espelhos - mas é uma sensação tão gostosa que prefiro acreditar que minha alma revive aqueles momentos doces!
Aos poucos eu vou alongando minhas articulações, testando a flexibilidade do meu corpo e me concentrando na respiração... A música instrumental vai tomando conta de mim e levando para longe as minhas preocupações... Desse instante em diante, a única coisa que presto realmente atenção é nas batidas do meu coração!
Depois desse início, vem o aquecimento, o ritmo da música aumenta e meu rebolado sintoniza essa velocidade. O suor da vida apresenta os primeiros sinais nos corpos; a energia aumenta e vem aquela vontade de se libertar, pular, dançar! Mesmo com toda essa agitação, a concentração na técnica ainda permanece alta, os passos vão aumentando, as posições se tornam mais difíceis... E o espelho mostra que a dança está se formando, a sincronização perfeita das pernas e dos braços de todas as bailarinas me cativa muito. É o nosso resultado, o nosso progresso corporal e, principalmente, a minha alegria!
O jazz me faz tão bem, dançar melhora meu bem-estar, meu sossego, minha paz, minha felicidade!

Quando eu danço, eu consigo voar... para bem longe!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Tudo depende

Ultimamente, tenho ouvido muito a frase: "Nós não vemos as coisas como elas são e sim como nós somos"...
E muitas vezes acredito que isso parece verdade, um exemplo, são as frases ou imagens ambíguas, as quais cabem diversas interpretações: uma criança jamais veria malícia em uma piada besterenta subjetiva!
Então, tomarei essa realidade como partida para analisar as atitudes do dia-a-dia. Será mesmo que tudo o que falamos para confortar alguém foi recebido por essa pessoa como uma verdadeira ajuda ou como um sentimento de pena? Pior que isso, quando respondemos com aquele famoso 'curto e grosso', mas sem má intenção, apenas porque estamos com pressa, ou achamos uma respostá óbvia, será que a pessoa não se sente ofendida? Bem, tudo isso acontece, esses mal entendidos entre a comunicação são mais comuns do que imaginamos. Devemos sempre confirmar como a mensagem chegou ao destino e se preciso, reexplicar com outras palavras.
Analisando outro aspecto do mesmo assunto, como anda nossos sentimentos? Tenho certeza que todas as situações que enfrentamos no cotidiano podem ser encaradas positivamente ou negativamente. Uma pessoa que tem um emprego estável, mas que toma todo o seu tempo e energia; se ela for demitida, pode se sentir arruinada porque acaba de perder o seu sustento, ou quem sabe, pode ficar feliz e encarar isso como uma nova oportunidade para conseguir algo mais cômodo.
O duro é conseguir enxergar tudo da melhor maneira!
Você já se deu conta desses fatos? Do nada você se encontra feliz por algo e de repente o mesmo motivo te faz chorar... Por que somos tão confusos?
A conclusão que tiro desses pensamentos soltos é que PRECISO aprender administrar melhor o jeito de encarar meus próprios caminhos, eles não são ruins e nem piores do que foram um dia, são apenas diferentes... Mas eu ainda não consigo tê-los desse modo, se as coisas são como eu as vejo, no momento, elas estão progredindo e precisam continuar assim porque tudo indica que um mesmo lugar pode ser um inferno ou um paraíso, depende apenas de mim!
Como você quer que seja o seu dia?
Exprimente olhar no espelho, logo depois que se levantar todas as manhãs, e ver além do seu rosto comum, veja quem você deseja ser! Dali um tempo, perceberá que você é exatamente o que desejou.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Um pouco de mim

Inquieta... Achei que essa palavra seria a mais adequada para eu começar uma auto-descrição! Esse negócio de deixar a vida cair em uma rotina me desagrada muito, eu sinto necessidade de mudar, mudar sempre. Claro que devagar, afinal todas as mudanças exigem adaptações - e elas não são fáceis - além disso, Clarice Lispector, sabiamente, afirmou que a direção é mais importante do que a velocidade.
Porém, não falo só de mudanças bruscas, e sim das mais simples possíveis: eu tenho copos coloridos e a mania de beber água cada dia em um; adoro trocar também a cor dos esmaltes - umas vezes claros, outras mais ousados; e por que não renovar meu guarda roupa? Se quiser, faça um teste comigo: pergunte-me hoje qual é meu prato favorito e dali um tempo, repita a pergunta e verá que a resposta mudou! Gosto de exprimentar coisas novas, mesmo as mais exóticas (você já comeu marreco recheado?).
Eu renovo as músicas do meu computador; minhas literaturas; meus hobbys... Eu troco uma cadeira de lugar; arrasto os móveis da sala; troco minha carteira e adquiro uma bolsa nova! Já cortei meu cabelo e deixei ele crescer, depois fiz mechas, voltei a cor original, tive franja.
Troquei a marca do arroz!
Vivi épocas em que passava a madrugada na internet; outras, durmia antes da novela das oito. Já gostei de acordar tarde, hoje não gosto de durmir muito tempo depois que o sol nasce.
Já plantei pimenta na minha sacada, criei piriquitos, peixes, cachorros, tartarugas, coelhos, pintinhos...
O importante mesmo é nunca parar, nunca se acomodar, sempre viver. Conheci coisas melhores, outras piores, outras indiferentes, mas quero sempre mais! Sou essa 'metamorfose ambulante'.
Deve ser por isso que adoro viajar, observar o mundo com outra perspectiva, aventurar nas novidades...
Meu estilo de vida é acabar com os hábitos!
A única coisa em mim que não muda é o amor que tenho pela vida - mesmo quando ela nem parece tão boa assim.
-"Se quer saber se eu quero outra vida? Não, não" Já tenho 'n' maneiras de viver a minha, melhorando a cada dia! =]

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

De volta a minha terra

Há momentos que ficam na memória para nunca se esquecer, dias que acontecem algo que eu sempre quis!
Tudo o que me deixa realmente feliz: um fim de semana incrível, recheado de pessoas que eu amo e situações que me fazem tão bem. Coisas da vida que deixam saudade... Lembraças que rasgam o passado com vontade de que ele aconteça de novo!
Forças para continuar; agora, as provas finais!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Superando obstáculos


O maior problema que alguém pode enfrentar é 'estar passando' por uma fase de mágoas, rancor, decepção ou sofrimento.
Não, exatamente, pelo fato da situação que a pessoa está vivendo, mas com certeza porque quando estamos deprimidos não conseguimos enxergar as oportunidades em nossa volta e as coisas boas que a vida ainda proporcionará. O ser humano peca, quando desiste! Mahatma Gandhi dizia que "nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer!" Se a drepressão destruir essa força de vontade, como é possível continuar uma vida sem metas?
É bem complicado esse entendimento, precisa-se além da maturidade, uma grande sensatez!
É como se a vida adivinhasse os momentos em que estamos mais frágeis e nesse exato instante derramasse sobre nós todas as possíveis crises, então, esquecemos da verdade dos fatos e a memória traz à mente os momentos mais felizes, que passam a serem vistos com olhos traídos. A partir de então, muitos perdem o equilíbrio e se afundam na depressão. Porém, essa realidade deveria ser encarada de outra maneira: por mais valor que saibamos dar à nossa existência, as vezes precisamos sofrer um pouco para refletir mais sobre nossas atitudes e objetivos, não que eles estejam errados - se bem que o erro é uma questão de ponto de vista - mas questionar se isso está mesmo nos fazendo bem e felizes!
Considero que seja aquele famoso "colocar na balança" e decidir o que é mais importante em determinado momento.
Não sei quanto a vocês, mas eu creio em Deus e acredito sempre que 'há males que vem para o bem', ou seja, não precisamos abaixar a cabeça e chorar diante dos desastres íntimos, precisamos é levantar, encarar os fatos e encontrar soluções... No futuro, entenderemos o porque do passado, nada é mesmo em vão. E sabem de outra coisa?! Os problemas são dados a cada um de acordo com a capacidade de resolvê-los. Jamais conseguiremos realizar um grande sonho sem ter passado por certos sacrifícios e falando sério, nem teria graça conquistar um objetivo sem esforços, sem achar o quanto tudo valeu a pena!
Então, dê um sorriso e veja que a vida vai muito além de projetos. Porque "Viver é enfrentar um problema atrás do outro. O modo como você o encara é que faz a diferença." (Benjamin Franklin).

PS: Sempre há uma saída!